O CEP 79125-970 corresponde a Rua Guimarães Rosa 2050, no bairro Centro, em Anhandui (Campo Grande), no estado de Mato Grosso do Sul (MS). Veja abaixo o endereço completo, código IBGE do município e coordenadas geográficas.
| CEP | Tipo | Logradouro | Bairro | Cidade | UF |
|---|---|---|---|---|---|
| 79125-970 | Rua | Guimarães Rosa 2050 | Centro | Anhandui (Campo Grande) | MS |
Endereço Completo
Rua Guimarães Rosa 2050, Centro, Anhandui (Campo Grande) - MS, 79125-970
Mais informações sobre o CEP 79125-970
Mapa de Localização
História de Anhandui (Campo Grande)
Anhanduí, um distrito de Campo Grande (MS), possui uma história intrinsecamente ligada ao desenvolvimento do Centro-Oeste brasileiro, marcando sua existência como um ponto estratégico desde as primeiras décadas do século XX. Sua gênese remonta à expansão da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, um projeto visionário que visava integrar o interior do país. A inauguração da Estação Ferroviária de Anhanduí em 1914 foi o catalisador para o surgimento do povoado, atraindo trabalhadores, comerciantes e fazendeiros que viam na nova rota de transporte uma oportunidade de progresso.
O nome "Anhanduí", de origem Tupi-Guarani, possivelmente significa "água de ema" ou "rio das emas", uma referência ao rio que banha a região e que seria vital para o assentamento e para o desenvolvimento das atividades econômicas. Em 1938, através do Decreto-Lei Estadual nº 642, Anhanduí foi elevado à categoria de distrito, consolidando sua importância na estrutura administrativa e territorial de Campo Grande, ao qual está diretamente subordinado.
Economicamente, Anhanduí prosperou inicialmente como um polo de escoamento e abastecimento para a crescente rede ferroviária e as fazendas circundantes. A pecuária extensiva, especialmente a bovinocultura de corte, tornou-se a espinha dorsal de sua economia, moldando a paisagem e a cultura local. A fertilidade do solo e a abundância hídrica favoreceram também a agricultura de subsistência e a produção de pequenos grãos, que eram transportados pela ferrovia para mercados maiores. Atualmente, a atividade agropastoril continua sendo a base econômica, com destaque para a produção de gado de corte e, em menor escala, a agricultura familiar. Sua proximidade com a capital e a localização estratégica próxima à rodovia BR-163 conferem ao distrito um papel relevante na cadeia produtiva do agronegócio sul-mato-grossense, atuando como fornecedor de matérias-primas e produtos alimentícios. Há também um crescente potencial para o ecoturismo e turismo rural, aproveitando suas belezas naturais, a tranquilidade campestre e a rica biodiversidade do entorno, atraindo visitantes em busca de experiências autênticas.
Culturalmente, Anhanduí mantém viva sua identidade rural e as raízes pantaneiras e do interior. A antiga estação ferroviária, embora não mais em plena operação como outrora, permanece como um marco histórico e arquitetônico, testemunha silenciosa dos tempos áureos da ferrovia e um símbolo da fundação do distrito e de sua conexão com o progresso do Brasil. Festas populares, como as juninas e os rodeios, celebram a tradição, a religiosidade e o modo de vida local, congregando a comunidade e reforçando os laços sociais. A culinária típica, com pratos à base de carne bovina, peixes de rio, mandioca e doces caseiros, reflete a abundância da região e a miscigenação cultural característica do estado. O Rio Anhanduí, além de sua importância econômica e ambiental, é um elemento cultural intrínseco, presente na memória coletiva e nas atividades de lazer dos moradores, sendo cenário para pescarias e momentos de convivência.
Anhanduí, portanto, representa um elo vital entre o passado ferroviário e o presente agropecuário de Mato Grosso do Sul, contribuindo com sua história, sua produção e sua gente para a riqueza e a diversidade de Campo Grande e do estado, mantendo vivas as tradições que moldaram sua formação.